quinta-feira, 7 de junho de 2012

As máscaras caem!


A imagem de duas máscaras, da tragédia e da comédia, compõe o símbolo do teatro. Infelizmente, estes adereços não estão limitados à utilização de atores profissionais. As máscaras, às vezes, fazem parte do cenário de nossa vida real, sendo utilizadas por algumas pessoas para enganar muita gente sobre a sua verdadeira face. Aquele tipo de gente que se utiliza de trocas constantes de comportamento e instabilidades, se aproveitando do oportunismo para alcançar vantagens pessoais, que se sobressaem aos interesses coletivos.
Isto é ainda mais decepcionante, quando se trata justamente daquele que deveria agir de forma deliberadamente sincera, representando o povo. Não sei o que é pior, se é a mentira sobre a própria opinião, a apropriação de um trabalho coletivo, do qual não se tem efetiva participação ou o desrespeito a uma estrutura composta por muitas mãos, durante um longo caminho percorrido...
Sinceramente, hoje li uma notícia e ainda não consegui assimilar se o tom que pretendia transmitir era o trágico ou o cômico! O que percebo é uma ação completamente egoísta, impulsiva e até infantil.
Não consigo entender o motivo pelo qual alguém assume o peso de viver com a máscara da falsidade, de carregar a força negativa de vestir-se com faces diferentes de acordo com cada situação. Sinto muito, mas esta máscara, de uma ação completamente rasteira, não cabe para este momento!
Se tem uma coisa que me revolta, e muito, é a agressão à inteligência de centenas, de milhares de pessoas. Fatos como este não mereciam uma palavra sequer. Mas, novamente, não consigo me calar diante de tanta hipocrisia.
Não tenho vergonha de hoje exteriorizar minha decepção! O que não quero é que toda uma platéia participativa e organizada, que vem discutindo democraticamente um belo sonho coletivo, sinta-se com nariz de palhaço, quando uma única máscara é que precisa cair!

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