Novamente estou aqui tentando falar sobre o inexplicável. Meu vício teimoso não aceita tão facilmente o silêncio por muito tempo. Mais uma vez tento uma forma de racionalizar sensações irracionalizáveis. Então vou criando metáforas, que são tão reais que acabam tomando formas físicas.
São as borboletas... Aquelas que voam dentro do estômago, milhares delas batendo asas dentro do peito fazendo nos faltar ar por frações de segundos, outras trazendo arrepio sobre a pele com cheiro de maresia, aquelas que brilham no olhar que diz tudo sem falar nada. Também as que voam no som de Om do vento, pelas notas musicais de Canãs, Gadu, da Matta, Reis, Caetanos, Teatros Mágicos, opostos, dispostos e pré-dispostos...
Por serem invisíveis, tem gente que não acredita em sua real existência, mas minha força pisciana sente todo o furacão gerado com o leve bater de suas asas. Tenho certeza que elas voam quando a gente se envolve numa bolha de luz rosa-dourada, com a sensação de que se está num espaço fora do tempo, um tom de nuvens de final de tarde quando o céu está lindamente fluor.
Essas coisas que a explicação não consegue explicar, talvez por serem bem maiores do que qualquer tentativa de organização de palavras. São gigantes mesmo sem saber motivos, o que realmente acontece, se pressentimentos são reais ou inventados imaginariamente.
Pouco importa o destino quando o percurso oferece luz e poesia. Realmente o depois não interessa quando o agora é inexplicável e inesquecível.
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