Final de tarde. Sinal vermelho. Uma fila de carros com motoristas cansados depois de uma semana de trabalho. Visualizo um senhor fazendo malabares em troca de algumas moedas. Um figurino dourado que parecia ter muitos dias de uso. Barba por fazer. Banho por tomar. Os movimentos não tão precisos não tiravam sua disposição da apresentação. Em pouco tempo, seu chapéu surrado consegue alguns trocados, outros vidros nem sequer se abrem. Chego mais perto. Consigo visualizar o brilho dos olhos muito mais vivo do que o do seu figurino. É o que mais importa! Identifico a vida que pulsa naquele ser. Tento imaginar o que este homem carrega na vida, junto com aquela pequena mochila, uma caneca e um travesseiro jogados na calçada ao lado. Teria uma família? Estava com fome? Já teve um grande amor? Chorou na noite passada? Os movimentos continuam. Chega a minha hora de aplauso àquele artista das ruas. Um desprendimento material é tão pouco. Ofereço minha fé e meu desejo: Uma feliz vida! Aonde quer que vá, que o seu dourado brilhe como o sol. Amém!
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
O malabarista dourado.
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