Hoje o sentimento pede que eu escreva uma carta sem remetente. A perda nunca é fácil, mas sempre é transformadora. Mais uma vez fico pensando o que preciso entender com esta sensação repetida. Neste momento acolho presentes que confortam a alma. Como olhar para o lago e perceber, pela primeira vez, que a água cintilando de sol, misturada com o filtro de lágrimas nos olhos, forma uma visão do trabalho do divino na vida cotidiana. Uma luz tão forte que consegue iluminar um dia que, mesmo com céu azul, parece que precisa de mais calor. Desta vez meu sonho doce teve olhos azuis e cabelos loiros estilo dente de leão. Quando acordo, a tentativa é sempre de localizar a minha própria latitude. De tudo isso, a certeza que fica é que em meu coração sempre há espaço de sobra para o amor...
Em 3 de setembro de 2011.

Nenhum comentário:
Postar um comentário