Já vivemos o frio do descanso das sementes e com ele o recolhimento para a reavaliação do que acreditamos e de como estamos vivendo. Estamos em pleno desabrochar das flores de nossas próprias esperanças, de um mundo mais colorido e cheio de bons aromas.
Sinceramente, já percebo a sensação do verão se aproximando e aquecendo o despertar em todas as manhãs com sol tocando forte a pele. Aquela coisa boa de olhar fixo no céu azul, de banho de chuva, viver noites ao luar cravado do brilho de estrelas, de sentir cheiro de mato, ouvir a voz do mar e da cachoeira e, principalmente, daquele desejo que quase não cabe no peito, de uma vontade de sair às ruas para descobrir o mundo que nos espera com tantas coisas surpreendentes.
Logo depois vem o outono e com ele uma nova fase de renovação de folhas, ares, pele e pensamentos. O desapego! Tudo para mostrar que a natureza é sábia em relação aos ciclos da vida que nos renovam, transformam e fortalecem.
Não há tristeza que não seja aquecida pelo verão, não há vento e tempo seco que não seja interrompido pelo fascinante balanço das flores. Tudo ao seu tempo, ao abaixar da poeira, com o respeito do compasso dos segundos, dos terceiros e milésimos ensinamentos que ainda precisamos assimilar.
Alguma coisa especial sempre acontece em todas as estações! O importante é estar com os ouvidos da alma abertos para o canto dos pássaros à nossa janela pelas manhãs, abrir os olhos da percepção para a delicadeza das gotas de orvalho sobre as plantas no momento em que caminhamos para o trabalho, sempre potencializando a sensibilidade para o toque de um abraço sincero seja lá de quem for.
Que o que fique em todos os corpos e dimensões possíveis seja a vontade de viver, de se fazer o bem em qualquer temperatura de todas as primaveras da vida.
Qual a próxima estação? Desejo desembarcar todos os dias na da paz e do amor!

Belo texto, realmente algumas pessoas tendem a enfocar apenas o negativo e perdem grandes possibilidades de crescer, se melhorar e ser feliz.
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